Rajoy acredita que Catalunha continuará a ser Espanha

O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, mostrou-se hoje convencido de que a Catalunha continuará a fazer parte de Espanha e de que essa postura é defendida pela imensa maioria dos catalães.

"Une-nos absolutamente tudo", afirmou Mariano Rajoy numa conversa com Michael Reid, um dos editores do The Economist, no arranque de um seminário sobre a economia espanhola organizado pela revista.

Referindo-se às aspirações soberanistas da Catalunha, o jornalista questionou Rajoy sobre se considerava que a região continuaria a fazer parte de Espanha.

"Sim. Você não se preocupe, que sim", disse Rajoy declarando "absoluta convicção" de que a imensa maioria de catalães quer que se continue como "atualmente".

"Com a Catalunha une-nos tudo, séculos de história, relações comerciais, pessoais, a quantidade de catalães que têm ido viver para outras regiões, a quantidade de galegos, andaluzes e outros que têm ido viver para a Catalunha. Une-nos absolutamente tudo e o que temos feito juntos ao longo dos últimos anos, como o processo de integração europeia", disse.

Rajoy recordou que em Espanha há um procedimento para colocar processos de independência pelo que se alguém pretende reformar a Constituição deve seguir os procedimentos existentes.

Manifestando-se aberto ao diálogo -- em breve reúne-se novamente com o presidente do Governo regional catalão -- Rajoy afirmou que não se pode pedir ao chefe do Executivo que desrespeite a lei.

"De nenhuma maneira se pode pedir que incumpra a lei porque não o vou fazer", afirmou.

Na semana passada o Governo espanhol anunciou que vai pedir ao Conselho de Estado um parecer prévio para avançar num recurso de inconstitucionalidade contra a declaração de soberania, aprovada no mês passado pelo parlamento regional catalão.

No passado dia 23 de janeiro, o parlamento da Catalunha aprovou com 85 votos a favor, 41 contra e duas abstenções uma declaração de soberania que abre caminho à convocatória de um referendo sobre o futuro desta comunidade autónoma espanhola.

O texto, que define a Catalunha como um "sujeito político e jurídico soberano" dá luz verde ao arranque de um processo que torne efetivo o "direito a decidir" sobre a autodeterminação catalã, através de uma consulta popular.

Soraya Sáenz de Santamaría, vice-presidente do Governo espanhol, disse hoje aos jornalistas - depois da reunião do Conselho de Ministros - que o Governo analisou um primeiro relatório da Advocacia do Estado "favorável" à impugnação da declaração catalã.

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