Pussy Riot diz que continua a querer derrubar Putin

Nadejda Tolokonnikova, uma das duas jovens que pertencem à banda 'punk' russa Pussy Riot e que foram libertadas esta semana da prisão, afirmou hoje que o seu objetivo continua a ser "tirar" o Presidente Vladimir Putin do poder e substituí-lo pelo ex-oligarca Mikhail Khodorkovski (também ele libertado da prisão na semana passada, depois de ter passado os últimos dez anos detido).

"No que diz respeito a Vladimir Putin, nós não mudámos de posição. Gostaríamos de continuar a fazer frente ao que nos pôs na prisão. Queremos, tal como antes, tirá-lo do poder", declarou, numa conferência de imprensa, acrescentando que gostaria de ver na presidência da Rússia o ex-patrão da Iukos.

No entanto, Khodorkhosvki, que agora se encontra na Alemanha, afirmou a seguir à sua libertação que não pretendia envolver-se na política russa.

Nadejda Tolokonnikova foi libertada na segunda-feira, juntamente com Maria Alekhina, tendo ambas beneficiado da amnistia que foi aprovada pelos deputados da Rússia no contexto dos 20 anos da Constituição do país. Tinham sido condenadas a dois anos num campo de detenção por hooliganismo, depois de terem feito uma polémica oração-atuação contra Putin na Catedral do Cristo Redentor em Moscovo.

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