Processo de extradição para Haia, sede do TPI, poderá demorar vários dias

O processo de extradição do ex-chefe militar dos sérvios da Bósnia Ratko Mladic, acusado de crimes de guerra, para o Tribunal Penal Internacional (TPI) para a ex-Jugoslávia, em Haia, poderá demorar vários dias, segundo a lei sérvia.

O Presidente sérvio, Boris Tadic, anunciou hoje, em conferência de imprensa, a detenção, horas antes, numa aldeia do norte da Sérvia, de Mladic, que se encontrava em fuga há 16 anos. Em comunicado, citado pela agência Efe, a instância internacional informou que, segundo a lei sérvia, Mladic deve ser primeiro interrogado por um juiz de instrução, que irá decidir sobre o regime de detenção do antigo chefe militar. Só depois de apresentada a acusação formal, Ratko Mladic e os seus advogados poderão apresentar as suas alegações. O juiz de instrução dispõe de um prazo de três dias para decidir se estão cumpridos os requisitos para a extradição.

O acusado dispõe de outros três dias para recorrer da decisão judicial. Os meios de comunicação social locais informaram que Mladic foi capturado na aldeia de Lazarevo, perto da cidade de Zrenjanin (norte), supostamente na casa de familiares. As primeiras informações indicam que o ex-líder militar não ofereceu resistência e que o seu aspeto físico, apesar de alguns sinais de envelhecimento, não sofreu mudanças substanciais. O Tribunal Penal Internacional (TPI) para a ex-Jugoslávia exige desde 1995 a detenção de Ratko Mladic pelo papel durante a guerra da Bósnia (1992-1995).

Mladic foi formalmente acusado de crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio, nomeadamente pelo papel no massacre de Srebrenica (Bósnia), no qual cerca de 8000 homens e rapazes muçulmanos foram mortos, e pelo cerco de Sarajevo. A detenção de Ratko Mladic ocorreu quase três anos depois da de Radovan Karadzic, líder político dos sérvios da Bósnia, detido em Julho de 2008 em Belgrado.

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