Primeiro-ministro da Ucrânia demite-se

(ATUALIZADA) A dissolução da coligação governamental Escolha Europeia, foi recebida pelo Presidente Petro Poroshenko com uma saudação. O primeiro-ministro, Arseni Iatseniouk, por sua vez, demitiu-se e vaticinou "consequências dramáticas" para o país.

Primeiro, o Oudar, partido de centro-direita, e o Svoboda (Liberdade), direita nacionalista, anunciavam a sua saída da coligação governamental Escolha Europeia, abrindo de imediato caminho a eleições antecipadas. Algo a propósito do qual o Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, havia já manifestado publicamente a sua vontade.

"A sociedade quer uma reposição completa das autoridades estatais", dizia Poroshenko, de acordo com a Reuters, depois de ter conhecimento da saída dos dois partidos da coligação. O Presidente não deixou ainda de sublinhar que aqueles que abandonam a coligação estão a seguir a vontade do povo.

Depois, foi a terceiro e mais importante formação política da coligação, o Batkivchtchina (Pátria), partido de direita popular da ex-primeira-ministra Yulia Timochenko, quem anunciava a demissão de nove dos seus deputados. Num comunicado, o deputado Mykola Tomenko, citado pela agência noticiosa Interfax afirmava: "Nós estamos 80% [aqueles que defendem eleições parlamentares antecipadas] ao lado do povo ucraniano." Algo horas antes, a notícia havia já sido comunicada a todo o Verkhovna Rada (Parlamento ucraniano) pelo líder do partido, Sehiy Sobolev.

No púlpito parlamentar, Sobolev declarava que o seu partido estava pronto para eleições antecipadas, mas sob condições específicas. "Acredito que sob estas condições a única forma de realizar estas eleições é aprovar uma lei de eleições de representaçao proporcional a partir de listas abertas (...) A segunda condição é restabelecer a ordem e completar a libertação de território ucraniano das mãos dos invasores russos e dos terroristas que os apoiam", dizia, citado pela Interfax.

O Presidente do Parlamento, Olexandre Tourtchinov, segundo a AFP, dava por fim conta do resultado das demissões: "A coligação parlamentar Escolha Europeia deixou de existir no Parlamento."

Ao final do dia, o primeiro-ministro, Arseni Iatseniouk, apresentava a sua demissão, apontando o dedo à dissolução da coligação governamental. "É inaceitável trocar o destino do país por estreitos interesses políticos. É um crime moral e político." Iatseniouk, citado pela agência Interfax, vaticinava então "consequências dramáticas" para a Ucrânia.

O ministro do Interior, Arsen Avakov, anunciou ao jornal ucraniano 'Kyiv Post' que o vice-primeiro-ministro, Volodymyr Hroisman, sucederá ao cargo. Se nos próximos 30 dias não for formada uma nova coligação governamental, Petro Poroshenko dissolverá o Parlamento e convocará eleições antecipadas.

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