Presidente acusa oposição de "inflamar situação" mas reconhece erros

O Presidente ucraniano, Viktor Ianukovitch, acusou hoje a oposição de "continuar a inflamar a situação" devido às "ambições políticas de alguns" dos seus chefes, mas admitiu a necessidade de reconhecer "os erros" das autoridades.

Dirigindo-se ao país através da página presidencial na internet, e na sequência de uma grave crise política que se prolonga desde finais de novembro, Ianukovitch censurou a oposição por "continuar a inflamar a situação", após a recusa dos seus líderes em apoiar uma lei de amnistia aprovada na noite de quarta-feira no parlamento.

No entanto, e pela primeira vez, admitiu que as autoridades cometeram erros.

"Pela minha parte, vou mostrar mais compreensão aos pedidos e ambições do povo, tendo em consideração os erros que as autoridades sempre cometem... Penso que, em conjunto, podemos garantir o regresso da paz à Ucrânia e ao seu povo", declarou.

A presidência ucraniana tinha previamente informado que Ianukovitch contraiu uma infeção respiratória que lhe provoca febre alta, encontrando-se de baixa médica.

Este anúncio coincide com o alastramento dos protestos anti-governamentais a diversas cidades do oeste e do sul do país, liderados por diversos grupos da oposição onde se incluem liberais, saudosistas da desacreditada "revolução Laranja" de 2004 ou grupos nacionalistas radicais de direita.

Na madrugada de hoje foi derrubada outra estátua de Lenine na localidade de Fastiv, arredores de Kiev, em mais uma ação atribuída a grupos não identificados mas conotados com a direita radical.

Segundo a polícia, a estátua foi retirada com a ajuda de uma grua mecânica e um cabo de aço.

Em 8 de dezembro, um grupo de ultranacionalistas simpatizantes do partido Svoboda (Liberdade) tinha já derrubado uma estátua de Lenine em pleno centro de Kiev.

Os ataques contra as estátuas de Lenine da Ucrânia multiplicaram-se desde finais de novembro, quando se iniciaram os protestos que tiveram como pretexto a decisão das autoridades de renunciar temporariamente à assinatura de acordo de associação com a União Europeia e reforçar as relações comerciais com a vizinha Rússia.

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