PP agradece trabalho de Juan Carlos

A secretária-geral do Partido Popular (PP) espanhol agradeceu hoje o trabalho do rei Juan Carlos, destacando a "voz de consenso, diálogo e responsabilidade" que o monarca sempre manteve durante o seu reinado.

"A democracia espanhola, o processo da nossa nação nas últimas décadas, não se podem entender sem a figura de Juan Carlos. Soube ser rei de todos os espanhóis e referência para todos os espanhóis num momento chave como foi a transição" da ditadura franquista para a democracia, afirmou María Dolores de Cospedal.

"Um chefe de Estado equilibrado, representativo e próximo, para lá de crises económicas, sociais e acontecimentos de todo o tipo" afirmou a líder do PP, destacando o apoio que Juan Carlos sempre teve da rainha Sofia.

Para Cospedal, o rei, que hoje anunciou a sua abdicação, representou "o necessário ponto de encontro para que a convivência de todo os espanhóis fosse possível".

"Se Espanha tem sido, e é, um dos países com maior desenvolvimento económico e social do mundo, deve-se numa parte não pequena à figura de Juan Carlos", disse.

"É muito mais que uma personagem histórica. O PP quer dizer obrigado por ser o nosso rei, o de todos os espanhóis sem exceção, com um agradecimento profundo e sincero pelo trabalho que fez por Espanha", disse.

Manifestando a "lealdade" do partido à coroa, María Dolores de Cospedal disse que esse apoio se manterá com o novo rei, Felipe de Borbón, príncipe das Astúrias, que vai reinar como Felipe VI e destacou a "absoluta normalidade no processo sucessório, num contexto de estabilidade institucional garantida pela constituição".

"Depois de 40 anos de democracia, o nosso país demonstrou ser suficiente maduro para enfrentar um processo de sucessão com serenidade. Começamos a escrever um novo tempo que com toda a certeza será um digno herdeiro do rei", disse.

"Foi o rei de todos os espanhóis e estamos convencidos de que o seu filho, o príncipe das Astúrias também o será. É a pessoa mais preparada para assumir o grande desafio que é suceder ao rei", considerou.

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