Polícia: Ainda há corpos nos escombros dos edifícios

A polícia norueguesa reconheceu hoje que o número de vítimas mortais dos atentados de sexta-feira pode aumentar, já que ainda há corpos nos edifícios do governo em Oslo e pessoas desaparecidas na ilha de Utoeya.

Um porta-voz das forças de segurança norueguesas disse, em conferência de imprensa, que os "corpos" ainda não foram recuperados do edifício governamental, em Oslo, devido ao risco de existirem "explosivos por detonar" no interior.

As autoridades adiantaram ainda que quatro a cinco pessoas estão desaparecidas após o tiroteio de sexta-feira na ilha a 40 quilómetros de Oslo.

"O número final de mortos pode aumentar", disse o porta-voz da polícia.

As autoridades revelaram ainda que o homem disparou ao longo de 90 minutos e que a polícia demorou 40 minutos a chegar à ilha desde o momento em que foi chamada.

Na sexta-feira, a explosão de um carro-bomba no centro governamental de Oslo e um tiroteio num campo de férias organizado pelo Partido Trabalhista, numa ilha fora da capital, provocaran a morte pelo menos de 92 pessoas.

Destas, 85 foram mortas na ilha de Utoeya e sete no centro de Oslo, segundo o último balanço oficial.

O suspeito detido após o tiroteio admitiu que abriu fogo sobre os jovens presentes no acampamento do Partido Trabalhista, disseram ainda as autoridades, acrescentando que, após os relatos de algumas testemunhas, os investigadores estão ainda a tentar determinar se um segundo atirador estava presente na ilha.

O duplo ataque foi realizado com apenas duas horas de intervalo, pelo que a polícia levantou a hipótese de o suspeito ter agido sozinho, ativando o carro-bomba que explodiu na capital e partindo de seguida para a ilha, a cerca de 40 quilómetros de Oslo.

No entanto, os investigadores não descartam agora a hipótese de que este tivesse cúmplices, especialmente para perpetrar o ataque ao complexo do governo em Oslo.

Ainda assim, a polícia afirmou que será "difícil" saber com segurança se o suspeito agiu sozinho ou como "parte de uma rede maior".

As autoridades têm estado a inquirir o suspeito, mas a comunicação tem-se revelado "complicada", acrescentaram.

Os investigadores estão também a investigar os ferimentos para perceber quantas armas foram utilizadas no massacre.

Descrito no seu próprio perfil do Facebook como "conservador" e "cristão", Anders Breivik Behring estava ligado a movimentos de extrema direita e "islamófobos". Entre 1999 e 2006, o suspeito fez parte do Partido do Progresso norueguês, uma formação da direita populista.

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