PM recusa negligência em explosão que fez 274 mortos

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, visitou a mina de carvão de Soma, enquanto em Ancara a polícia usava gás lacrimogéneo contra manifestantes que acusam o governo de responsabilidade no acidente. O último balanço, feito cerca das 20h30, indica 274 vítimas mortais.

363 mineiros conseguiram sair com vida do interior da mina de carvão, onde ocorreu uma explosão na segunda-feira. Mas, segundo o mais recente balanço, feito hoje, às 20h30, 274 perderam a vida.

A Turquia decretou três dias de luto nacional.

O primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan visitou esta manhã o local onde estão reunidos os familiares e próximos dos mineiros mortos ou ainda presos no interior da mina.O governante prometeu um "inquérito profundo" às causas do acidente, uma das maiores catástrofes industriais no país. Erdogan recusou ainda qualquer responsabilidade do seu governo, que está a ser acusado de negligência, na tragédia. "Os acidentes de trabalho acontecem em todo o mundo", afirmou.

O ministro da Energia Taner Yildiz, que também esteve no local esta tarde, explicou que as operações de socorro estão a ser dificultadas por um incêndio. "O tempo não joga a nosso favor", disse.

Em Ancara, a polícia usou gás lacrimogéneo contra cerca de 800 estudantes que protestavam contra o regime islamita e conservador, que acusam ser responsáveis pela tragédia. Os manifestantes queriam ir do campus universitário de Ancara para o ministério da Energia. Os estudantes responderam com pedras ao gás lacrimogéneo e ao lançamento de pedras.

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