Pedófilo pede para cumprir perpétua em prisão domiciliária

O pedófilo belga Marc Dutroux, condenado por quatro homicídios e por sequestro e abuso sexual de seis crianças e adolescentes, pediu hoje perante a justiça belga para cumprir a restante pena em prisão domiciliária, vigiada por pulseira eletrónica.

O Palácio de Justiça de Bruxelas foi rodeado de apertadas medidas de segurança para a audição à porta fechada do pedófilo, uma operação que, segundo a imprensa belga, custou 50.000 euros, com cerca de 120 polícias mobilizados para o local por receio de uma vaga de manifestantes.

No entanto, a deslocação de Dutroux apenas suscitou a curiosidade de um grupo de extrema direita, que empunhava uns cartazes exigindo o enforcamento dos pedófilos.

O pedido foi apresentado a três meses do cumprimento de 16 anos da pena de prisão perpétua a que foi condenado, por rapto, sequestro e violação, entre junho de 1995 e agosto de 1996, de seis raparigas entre os 8 e os 19 anos e pelo homicídio de quatro delas.

Dutrox, de 56 anos, a cumprir pena na penitenciária de Nivelles, a sul de Bruxelas, poderá pedir formalmente a concessão de liberdade condicional no final de abril, quando se cumpre um terço da pena.

A decisão deverá ser conhecida no próximo dia 18, mas as probabilidades do pedófilo ser autorizado a passar para o regime de prisão domiciliária são remotas, uma vez que o pedido mereceu parecer negativo da administração prisional e do Ministério Público, devido ao risco de reincidência.

O caso Dutroux é considerado o episódio mais negro da justiça belga, com diversas irregularidades judiciais e policiais que marcaram a investigação e a instrução do caso.

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