Parlamento volta a não eleger Presidente da República



O Parlamento da Moldávia não conseguiu hoje eleger, pela terceira vez, o Presidente da República, o que obriga à dissolução desse órgão e à realização de novas eleições parlamentares no próximo ano.

O resultado do escrutínio ficou determinado quando todos os deputados do grupo parlamentar do Partido dos Comunistas da Moldávia decidiram abandonar a sala de sessões, inviabilizando assim a eleição do único candidato: Marian Lupu.

O Presidente da Moldávia é eleito pelo Parlamento. A coligação liberal democrática, que apoiou a candidatura de  Marian Lupu, tem 53 mandatos, mas para a eleição do Presidente precisava de 61. Como todos os restantes 48 mandatos estão nas mãos dos comunistas, estes puderam uma vez mais impedir a eleição do Presidente.

Esta foi a terceira tentativa falhada de eleger o dirigente moldavo este ano. A primeira tentativa foi realizada após os comunistas terem vencido as eleições parlamentares de Abril, mas falhou porque esse grupo parlamentar tinha 60 deputados e precisava de mais um para eleger a sua candidata: Zinaída Grecanaia.

O Parlamento acabou por ser dissolvido e os comunistas perderam a maioria, mas a vitória da oposição liberal-democrática, com 53 mandatos, também não foi suficiente para eleger o seu candidato: Marian Lupu.

Segundo a Constituição da Moldávia, terão que se realizar eleições parlamentares no próximo ano.

Marian Lupu considera que a saída da crise institucional passa por um referendo sobre as eleições directas do Presidente da Moldávia.

"Considero que a saída do colapso político em que o país se viu pode estar na realização de um referendo sobre as eleições directas. Ele poderá ser realizado na Primavera de 2010, antes das eleições parlamentares antecipadas", acrescentou.

A Moldávia, antiga república soviética, é um dos países mais pobres da Europa. Além disso, é dilacerada por graves problemas de separatismo na Transdniestria.

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