Papa critica políticos italianos e recebe Obama

Diante de 500 parlamentares italianos, entre eles nove ministros, reunidos numa missa na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco - que mais tarde recebeu o Presidente dos EUA, Barack Obama - denunciou o risco de "corrupção" numa classe política que "se afaste do povo".

Na primeira vez em que recebeu no Vaticano um grupo de deputados, senadores e ministros, o Papa Francisco descreveu os perigos que ameaçam em geral os políticos, no que pode ser visto como uma alusão indireta aos políticos italianos muitas vezes criticadas pelos seus privilégios e a sua falta de eficácia.

O Papa argentino criticou "as classes dirigentes sempre que se afastam do povo, se fecham sobre o seu próprio grupo ou partido, nas suas lutas internas", fazendo dos seus membros "homens de coração duro".

Pouco depois, Francisco recebeu pela primeira vez Barack Obama. O Papa avançou, de rosto grave mas cordial, em direção ao Presidente dos Estados Unidos. Apertaram as mãos, sorridentes, pousaram para os fotógrafos e sentaram-se um de cada lado da secretária do Papa. Depois de uma breve conversa direta, entraram em cena os tradutores - um religioso para o Papa, uma mulher de mantilha negra para Obama.

À chegada ao Vaticano, Obama foi recebido por Georg Gänswein, o prefeito da Casa Pontifícia, que o conduziu pelos longos corredores cobertos de frescos.

Obama, que em 2009 fora recebido pelo agora papa emérito Bento XVI, deve abordar com Francisco temas como a luta contra as desigualdades, as grandes crises mundiais e as questões sociais nos EUA.

O Presidente americano tem ainda agendados encontros com o seu homólogo italiano, Giorgio Napolitano, e com o primeiro-ministro Matteo Renzi.

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