Papa Bento XVI afastou 400 padres por pedofilia

O atual papa emérito Bento XVI reduziu ao estado laico quase 400 padres entre os anos de 2011 e 2012 envolvidos em casos de abusos sexuais a menores.

Estes números constam de um documento preparado pelo Vaticano para apresentar na comissão das Nações Unidas para os Direitos da Criança que, na quinta-feira, ouviu o representante da Santa Sé junto da ONU, arcebispo Silvano Tomasi, sobre casos de abuso sexual infantil cometidos por elementos do clero. O documento foi revelado pela AP, que afirma ter obtido uma cópia junto do Vaticano, em Roma.

O documento abrange os anos de 2011 e 2012, sendo esta a primeira vez que o Vaticano revela o número de padres reduzidos ao estado laico ou, noutra formulação, despadrados. Segundo a AP, até hoje, o Vaticano só revelou o número de casos de abusos sexuais de que teria tomado conhecimento.

A AP nota que apenas uma vez, na audição de quinta-feira perante a comissão da ONU, o arcebispo Tomasi referiu números de situações desta natureza.

Várias ONG que acompanham este tema, após as declarações de Tomasi, insistiram que continua a haver "muito pouca transparência" do Vaticano no problema.

Na sua homilia de quinta-feira, o Papa Francisco declarou que os casos de abuso sexual são "a vergonha da Igreja". Em dezembro, anunciou a criação de uma comissão do Vaticano para investigar e combater os casos de pedofilia entre os elementos do clero.

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