Opositor raptado e torturado está detido em casa

O militante da oposição ucraniana Dmytro Boulatov, que tinha sido raptado em 22 de janeiro e torturado durante uma semana, está sob detenção domiciliária, por suspeita de organização de tumultos massivos, informou hoje o Ministério do Interior.

O Ministério, citado pela agência noticiosa Interfax, explicou que Dmytro Boulatov era procurado desde 24 de janeiro por "suspeita de organização de tumultos em massa", o que motivou a sua colocação sob prisão preventiva.

Mas, perante o seu estado de saúde, o juiz de instrução solicitou ao tribunal que o confinasse à sua residência.

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, expressou hoje o "horror" da Presidência norte-americana pela notícia das torturas feitas a Boulatov.

Manifestou também a "profunda preocupação" com os sucessivos relatórios que dão conta de desaparecimentos e agressões a opositores e de ataques a jornalistas, durante a recente crise política, bem como por sugestões de as forças da ordem do regime do Presidente Viktor Yanukovych estarem envolvidas nestas ocorrências.

Dmytro Boulatov foi agredido em todo o corpo, sujeito a torturas, que incluiram o corte de uma orelha, o aranque de unhas e crucificação, e abandonado num bosque para morrer ao frio.

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