Neonazi vence eleições regionais na Eslováquia

Líder de partido de extrema-direita venceu domingo as eleições na região de Banska Bystrica, na Eslováquia.

Um líder neonazi eslovaco, conhecido pelas suas declarações racistas contra a minoria cigana no país, que considera a NATO uma organização terrorista e defende que o país deve abandonar o euro, foi o candidato mais votado no domingo na região de Banska Bystrica, a maior da Eslováquia e habitada por cerca de 650 mil pessoas.

Marian Kotleba, de 36 anos, lidera o partido ultranacionalista Nossa Eslováquia, que conseguiu 55,5% dos votos na região, destronando o seu maior opositor, o Partido Social-Democrata. A vitória de Kotleba foi surpreendente visto que tinha perdido a primeira ronda da eleição e não fez uma campanha muito ativa, tendo participado apenas num debate. A taxa de abstenção na eleição atingiu quase os 80%.

Kotleba já liderou um partido ilegal que organizava manifestações e marchas militares contra as minorias ciganas e expressava simpatias pela Alemanha nazi. É conhecida a admiração do político por Jozef Tiso, presidente da Eslováquia enquanto esta foi um estado satélite da Alemanha nazi. Tiso mandou milhares de judeus para campos de concentração.

Kotleba, que gostava de aparecer em público com uniformes militares que representavam a estética fascista, já foi detido várias vezes por acusações de incitamento ao ódio e ao racismo.

Os vários grupos parlamentares já lamentaram o resultado que fez de Kotleba o novo governador regional. O principal partido conservador, a União Democrática e Cristã Eslovaca, considera a vitória de Kotleba um "enorme revés para a democracia".

Analistas eslovacos acreditam que os vários casos de corrupção dos conservadores e as respostas populistas por parte de Kotleba sobre a crise económica terão sido as chaves para a sua vitória.

A Eslováquia, com 5,4 milhões de habitantes, membro da União Europeia desde 2004 e da zona euro desde 2009, registou um crescimento de 2% no ano passado e espera-se que a sua economia cresça 0,8% este ano. No entanto, a taxa de desemprego no país situa-se nos 14%.

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