NATO pede à Rússia que não intervenha na Ucrânia

O secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, disse hoje, em Bruxelas, estar preocupado com a situação na República Autónoma da Crimeia e pediu à Rússia que evite qualquer ação que possa aumentar a tensão na região.

"Estou preocupado com os acontecimentos na Crimeia", anunciou Rasmussen através das redes sociais.

"Peço à Rússia que não inicie nenhuma ação que possa fazer aumentar a tensão ou criar mal-entendidos", indicou o responsável da NATO na sua conta no 'Twitter'.

A comissão NATO-Ucrânia reúne-se hoje, em Bruxelas, com a participação dos ministros da Defesa dos membros da Aliança Atlântica e o vice-ministro ucraniano da pasta, Oleksandr Oliynyk.

Na quarta-feira, os ministros da Defesa da NATO adotaram uma declaração sobre a Ucrânia, que reflete a vontade de respeitar a integridade territorial do país, assim como os princípios democráticos.

Em declarações aos jornalistas após a primeira sessão de trabalho da reunião ministerial da Aliança Atlântica, o ministro português Aguiar-Branco, questionado sobre se a declaração adotada pelos 28 tem como destinatário a Rússia, limitou-se a afirmar que se trata de "uma manifestação de vontade" da NATO.

Homens armados não identificados tomaram hoje o controlo do parlamento e Governo da Crimeia, em Simferopol, a capital da república autónoma da Ucrânia afetada por tensões separatistas, segundo a agência Interfax.

Dezenas de homens vestidos com uniformes de combate invadiram os edifícios no início da manhã de hoje e retiraram os guardas sem que tenham sido registados confrontos, informou a Interfax, ao citar fontes no parlamento.

IG (ACC/FV) // VM

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