Na festa liberal grita-se: "Faz amor, não uma declaração de impostos"

Festa juntou muitos jovens no centro de Berlim

Champanhe, vivas, e mesmo lágrimas de alegria: o ambiente era, ontem à tarde, de euforia entre os militantes do Partido Liberal alemão FDP de Guido Westerwelle, que irá fazer o seu regresso ao Governo após 11 anos de oposição e se impõe como o grande vitorioso das eleições legislativas. Com 14% a 15% dos votos, o FDP realizou o seu "melhor resultado desde a criação da Alemanha federal", felicitou-se Guido Westerwelle, sob as aclamações e os gritos de milhares de simpatizantes, reunidos para uma grande festa no centro de Berlim.

"Estamos prontos para co-governar a Alemanha (com as uniões cristãs de Angela Merkel), para assumir esta responsabilidade", prosseguiu o líder dos liberais, um advogado de 47 anos, enquanto a multidão gritava o seu nome: "Guido! Guido!" O homem que devolveu ao FDP o seu papel tradicional de "árbitro" da política alemã do pós-guerra prometeu agir para que o país tenha um "sistema fiscal justo, para melhorar as hipóteses em matéria de educação e defender as liberdades individuais".

A seu lado, uma lenda da política alemã escutava-o sorrindo: Hans-Dietrich Genscher, de 82 anos, antigo chefe dos liberais, que foi ministro dos Negócios Estrangeiros e número dois do Governo durante 18 anos, de 1974 a 1992. Um cargo que deverá ser entregue a Westerwelle para os próximos quatro anos. Se se confirmar, será a primeira vez que um político que não faz mistério da sua homossexualidade acederá a uma tal responsabilidade.

A partir das 18.00 locais, o anúncio dos resultados era acompanhado por um imenso clamor das tropas do FDP, muitos deles jovens ou trintões elegantemente vestidos.

"É formidável!", lança Julianne Pilster, de 24 anos, com os olhos marejados de lágrimas. "Estou feliz porque este país vai avançar, para sair da crise", explica esta loira que diz interessar- -se pela política desde os 15 anos.

"É um grande dia para nós, mas sobretudo para a Alemanha", entusiasma-se, por seu turno, Robert Kroth, na casa dos 40. "Uma mudança de Governo é mais do que necessária, em particular para poder fazer frente à crise económica internacional."

No bar, os militantes brindam á vitória, enquanto algumas dezenas de jovens funcionários usam uma T-shirt em que se pode ler, em letras multicolores tipo Woodstock: "Faz amor, não uma declaração de impostos".

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