N.º 2 do Governo demite-se para preparar candidatura

O ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, anunciou hoje que abandona de imediato o executivo para assumir a candidatura a presidente do Governo, pelo PSOE, nas próximas eleições legislativas, marcadas para Março de 2012.

Espanha: Rubalcaba deixa executivo para assumir candidatura à chefia do Governo

"Informei o primeiro-ministro, hoje, da minha decisão de abandonar o Governo de forma imediata", explicou Alfredo Pérez Rubalcaba, actual número dois do executivo liderado por José Luis Rodríguez Zapatero.

"Se continuasse [no Governo] não poderia realizar como quero as minhas tarefas como ministro. A partir de amanhã [sábado], estarei plenamente comprometido com o meu partido", explicou.

Rubalcaba anunciou a sua decisão na conferência de imprensa semanal depois do Conselho de Ministros, explicando que decidiu esperar até hoje para o anunciar, por "respeitar as formas e os tempos".

O anúncio foi feito na véspera de Rubalcaba assumir formalmente o cargo de candidato do PSOE às próximas eleições legislativas, o que ocorrerá no sábado, na reunião do Comité Federal do partido.

O até aqui porta-voz do Governo recordou que desde que foi designado candidato do PSOE, se comprometeu a abandonar o Governo quando o seu papel como candidato dificultasse as suas tarefas no executivo.

"Sou maníaco das formas e dos tempos. Este é o momento e o lugar de o dizer", referiu, afirmando que tinha dito ao chefe do Governo, José Luis Rodríguez Zapatero, que abandonaria os cargos no executivo assim que fosse formalmente nomeado candidato socialista.

"Não vou estar em condições de dedicar ao Governo todo o esforço que o Governo exige. Não é compatível com o cargo que amanhã [sábado] vou aceitar", disse, ainda que insistindo "não haver nenhuma incompatibilidade política entre o Governo e a candidatura de um partido".

A oposição espanhola tem criticado nas últimas semanas o que considera ser a incompatibilidade entre ser membro do Governo e candidato do PSOE às próximas eleições, argumento que o próprio Rubalcaba rejeitou.

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