Moscovo acolhe com frieza proposta de Obama sobre desarmamento nuclear

Rússia acolheu hoje com muitas reservas as propostas de desarmamento nuclear sugeridas pelo Presidente dos EUA Barack Obama, ao referir-se ao desenvolvimento simultâneo do escudo antimíssil norte-americano e para sublinhar que não aceita qualquer desequilíbrio.

A "Como podemos considerar seriamente esta ideia de redução dos arsenais nucleares quando os Estados Unidos desenvolvem o seu potencial de interceção deste arsenal estratégico?" - considerou Rogozine, responsável pelo complexo militar-industrial russo, citado pela agência Itar-Tass.

O antigo representante da Rússia na NATO fazia referência ao escudo antimíssil norte-americano, um dos principais focos de divergência nos últimos anos entre Moscovo e Washington.

Num discurso frente à Porta de Brandeburgo, um local simbólico da guerra fria em Berlim, Obama apelou hoje à Rússia para aprovar uma nova redução, até um terço, das armas nucleares.

Antes, a posição do Kremlin tinha sido menos veemente, apesar de já indicar discordâncias com a sugestão de Obama.

Iuri Uchakov, conselheiro do Kremlin, tinha indicado previamente que o Presidente Putin tinha sido informado previamente destas propostas por Obama, na reunião que mantiveram segunda-feira à margem da cimeira do G8 na Irlanda do norte, antes de revelar que a Rússia pretende incluir os restantes países que possuam armas atómicas no processo de desarmamento nuclear.

"Escutámos estas informações, fizemos reparos, designadamente sobre a necessidade de incluir outros países que possuam arma atómica no processo de redução dos arsenais nucleares", sublinhou o conselheiro de Vladimir Putin.

"Hoje a situação já não se assemelha à dos anos 1960 e 1970, quando apenas os Estados Unidos e a União Soviética mantinham negociações de redução de armamentos nucleares. Hoje é necessário ver mais longe (...) e alargar o círculo de participantes para eventuais contactos a este nível", acrescentou.

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