Moldávia pede pressa à UE para evitar crise na Transnístria

O presidente da Moldávia pediu hoje à União Europeia para dar perspetivas claras de adesão ao país, voltando a manifestar o receio de uma repetição da situação na Crimeia na república separatista moldava da Transnístria.

"Espero que tenhamos o apoio da União Europeia para assinar o mais rapidamente possível o acordo de associação. É importante no atual contexto na região", disse Nicolai Timofti à imprensa durante uma visita à Roménia, na véspera de uma cimeira europeia.

"O meu país pediu à UE para lhe dar uma perspetiva clara de adesão", acrescentou.

A Moldávia é, com a Geórgia, um dos dois países do antigo bloco soviético que subscreveram um pré-acordo de associação com a UE durante a Cimeira da Parceria Oriental de novembro em Vilnius, cuja assinatura definitiva ficou prevista para ocorrer até ao outono de 2014.

Dias antes da cimeira, a Ucrânia, que também tinha previsto assinar um pré-acordo com a UE em Vilnius, anunciou a suspensão do processo, desencadeando uma crise que acabou por levar à destituição do presidente Viktor Ianukovich, considerado pró-russo, e à anexação pela Rússia da república autónoma da Crimeia.

Esta sucessão de acontecimentos suscitou preocupação na Moldávia, que, tal como a vizinha Ucrânia, acolhe uma república autónoma de maioria russa, a Transnístria, que declarou a independência em 1991 e aprovou em referendo a integração do território na Federação Russa em 2006.

A declaração de independência da pequena república separatista, situada no norte da Moldávia, entre o rio Dniestre e a fronteira com a Ucrânia, não foi reconhecida por nenhum país, nem mesmo pela Rússia.

Moscovo apoia no entanto política e financeiramente o território e mantém militares no terreno desde 1992, quando tropas russas enfrentaram as moldavas em apoio dos separatistas.

Na terça-feira, o presidente moldavo já tinha manifestado a sua preocupação ao afirmar à imprensa em Chisinau que um representante do parlamento autónomo da Transnístria viajou para Moscovo para pedir uma união da república com a Rússia.

"Há muitos elementos em comum entre os acontecimentos na Crimeia e a situação na Transnístria", disse, acrescentando ter "informações de que ações concretas estão a ser tomadas para desestabilizar a situação".

MDR // APN

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