Merkel justifica "medidas sociais" do Governo de Berlim

A chanceler alemã, Angela Merkel, rejeita as críticas sobre a aplicação de medidas internas e que são contrárias às que ela mesmo defende para os países em crise.

Na habitual mensagem difundida todos os sábados, a chanceler referiu que algumas das medidas que fazem parte do pacto com os social-democratas estão a afetar a política geral de contenção da despesa pública e de ajustes orçamentais.

Neste sentido, a chanceler destacou que o governo federal vai ter um "deficit zero" em 2015 mas que o conjunto do Estado regista um "ligeiro superavit" nos dois últimos anos.

Merkel disse também que quis clarificar "um mal-entendido" sobre a idade da reforma na Alemanha, sublinhando que o governo está a estudar uma medida que indica que os trabalhadores alemães que descontaram 45 anos podem reformar-se com 63 anos de idade, mas que são um grupo minoritário de pessoas.

Para os restantes trabalhadores da maior economia europeia, a idade de reforma vai manter-se nos 67 anos de idade, sublinhou Merkel.

"Sendo assim, encontramo-nos entre os países da Europa que deu este passo" de mudar a idade de reforma para os 67 anos de idade, o que "muito dos parceiros comunitários" ainda não fizeram.

"Neste sentido, posso promover reformas estruturais junto de outros países", argumentou Merkel.

Economistas e empresários alemães têm criticado várias medidas de carácter social-democrata do atual terceiro governo de Merkel como a antecipação da idade de reforma em alguns casos e a introdução de um salário mínimo "interprofissional" e a melhoria das ajudas por maternidade.

PSP// ATR

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