Mão da estátua de Lenine derrubada custa 87 euros

Fragmentos da estátua de Lenine derrubada no sábado pelos manifestantes da oposição em Kiev estão hoje à venda em várias páginas da internet na Ucrânia a cerca de 6,25 dólares (4,5 euros) por quilo.

"Vendemos um fragmento do último Lenine de Kiev. O preço dos fragmentos depende do peso e da parte do corpo. Uma mão custa 1.000 grivnas (87 euros), uma parte do braço (65 euros)", refere um dos anúncios.

Quanto à cabeça do fundador do líder da revolução russa e fundador do Estado soviético, "não tem preço".

"Sugiram um preço", prossegue o anúncio, que oferece como preço inicial de licitação 50 grivnas (6,25 euros) por quilo aos restantes fragmentos do monumento em quartzito vermelho, a mesma rocha utilizada para o mausoléu de Lenine em Moscovo, onde permanece a múmia do dirigente bolchevique.

O anúncio assinala que os interessados "têm uma oportunidade única de adquirir um pedaço de história, um pedaço de Lenine derrubado em 8 de dezembro de 2013".

A estátua, obra do escultor Serguéi Merkurov e que se encontrava na Praça da Bessarábia desde dezembro de 1946, foi derrubada domingo por um grupo de ativistas da oposição com a ajuda de cabos de aço.

Alguns dos ativistas, que exibiam bandeiras nacionalistas, retiraram de imediato alguns fragmentos da estátua com martelos.

A ação já foi criticada por diversos setores da oposição, enquanto o líder do Partido Comunista ucraniano, Petro Simonenko, definiu o incidente como um "ato de vandalismo" e acusou a oposição de utilizar, com o beneplácito dos EUA e União Europeia, grupos extremistas de jovens neonazis para provocar as autoridades.

Uma estátua de Lenine na região costeira de Odessa, no Mar Negro, também foi decapitada na noite de domingo.

A oposição ucraniana, que tem concentrado centenas de milhares de pessoas em Kiev e outras cidades do país, exige a demissão do Presidente Viktor Ianukovich, acusado de ter renunciado no final de novembro à assinatura de um acordo de associação com a UE em benefício de uma aproximação com a Rússia.

A mobilização, sem precedentes desde a "revolução laranja" de 2004, foi reforçada pela alegada violência das forças antimotim contra jovens manifestantes em 30 de novembro, e pela escala do Presidente ucraniano na Rússia, na sexta-feira, para conversações com o seu homólogo russo Vladimir Putin.

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