Londres ameaça sair do Tribunal dos Direitos do Homem

O Reino Unido ameaça cortar relações com o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem se o Partido Conservador vencer as eleições legislativas de 2015.

Isto porque, segundo confirmou o ministro da Justiça britânico, Chris Grayling, o Reino Unido pretende introduzir uma lei britânica de direitos e responsabilidades que converterá o Supremo na máxima instância jurídica do país, sem que isso deixe margem para recurso ao fórum do Conselho da Europa.

Grayling, que conta com o apoio do primeiro-ministro David Cameron, conservador, considerou que as decisões dos juízes de Estrasburgo já nada têm que ver com os princípios que estiveram na origem da Convenção europeia dos direitos humanos que foi ratificada por Winston Churchill há 60 anos.

Grayling, citado pelo jornal 'Daily Mail', enumerou as suas razões: "Prisioneiros autorizados a fazer tratamentos de inseminação artifical para proteger os seus direitos familiares, o direito de voto dos detidos, a impossibilidade de condenar a pena perpétua os criminosos mais violentos e de expulsar terroristas". O ministro considerou que "é tempo de" o Reino Unido "recuperar o poder [que está atualmente nas mãos] dos juízes europeus".

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