Lixo acumula-se nas ruas de Madrid há uma semana

As montanhas de lixo continuam a crescer nas ruas de Madrid, sem que empresas e sindicatos cheguem a acordo para terminar a greve. Trabalhadores contestam o anunciado despedimento de 1134 pessoas.

As empresas responsáveis pela limpeza das ruas da capital espanhola ofereceram aos trabalhadores em greve a possibilidade de reduzir para 625 o número de despedidos, que teriam uma indemnização de 27 dias por ano trabalhado e um máximo de 20 mensalidades.

Para chegar aos cortes necessários, as empresas propunham um corte de 12% nos custos adicionais, "mediante reformas, excedentes, baixas incentivadas, etc.", além de modificações nos turnos.

Segundo a imprensa espanhola, os trabalhadores nem demoraram um segundo a recusar a oferta, que consideraram uma "provocação". E lembram que as empresas querem também, na negociação do novo contrato coletivo de trabalho, reduzir em 43% os salários.

As autoridades de saúde de Madrid percorrem diariamente as ruas para testar os indíces de salubridade. A limpeza funciona apenas em serviços mínimos, dando-se prioridade à recolha de restos orgânicos, estando os caixotes de reciclagem a abarrotar.

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