Líderes da UE: acordo ajudará a transformar a Ucrânia

Os presidentes do Conselho Europeu, Van Rompuy, e da Comissão Europeia, Durão Barroso, consideraram hoje que a ratificação pelos parlamentos Europeu e da Ucrânia do acordo de associação é um "passo importante" que contribuirá para a transformação do país.

O Parlamento Europeu e o Parlamento da Ucrânia aprovaram hoje, praticamente ao mesmo tempo, o acordo de associação entre a União Europeia e a Ucrânia, que visa o aprofundamento das relações políticas, económicas e comerciais entre as partes, incluindo a criação de uma zona de comércio livre.

Num comunicado conjunto, Herman Van Rompuy e José Manuel Durão Barroso saudaram a ratificação simultânea e consideraram que este é "um passo importante na associação política e na integração económica da Ucrânia com a União Europeia".

"O Acordo de Associação irá fornecer um modelo para a transformação da Ucrânia numa democracia europeia moderna e próspera", acrescentaram os dois líderes europeus na breve nota enviada às redações.

Após a votação deste acordo, o presidente do Parlamento Europeu fez questão de assinalar o momento: "Este é um momento histórico. Dois parlamentos no exercício da sua independência decidem votar ao mesmo tempo este acordo", sublinhou Martin Schulz, em Estrasburgo.

Para entrar plenamente em vigor, o acordo precisa ainda de ser ratificado por todos os Estados-Membros, tendo, para já, sido ratificado apenas por seis dos 28 países.

Apesar de ter sido planeado que as disposições comerciais fossem aplicadas a título provisório a partir de 01 de novembro, numa reunião ministerial que decorreu na passada sexta-feira a UE e a Ucrânia acordaram que a aplicação provisória fosse adiada até 31 de dezembro de 2015.

A Comissão Europeia anunciou, no entanto, que continuará a aplicar preferências comerciais autónomas à Ucrânia, devendo esta decisão ser também aprovada pelo Parlamento Europeu.

O acordo hoje ratificado, que estava pronto para ser assinado em novembro do ano passado, foi rejeitado no último momento devido à pressão russa sobre o presidente ucraniano, Viktor Yanukóvich, numa decisão que provocou protestos e tumultos no país.

A Rússia sempre temeu que esse pacto deixasse a Ucrânia fora da sua zona de influência e prejudicasse a sua economia.

Para aplacar as preocupações russas, a UE levou a cabo diversas reuniões entre as três partes, com peritos técnicos e responsáveis políticos, para explicar o acordo e porque considera que esse acordo não põe em causa os interesses russos.

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