Líder do SPD alemão acusa Merkel de manobra eleitoralista

O líder e candidato dos sociais-democratas alemães às legislativas de 2013, Peer Steinbrucker, acusou a chanceler Angela Merkel de adiar a data de criação de uma união bancária europeia para preservar as hipóteses de ser reeleita.

Peer Steinbruck declarou à rádio Deutschlandfunk que era do seu interesse pessoal e político que as mudanças a operar no sistema bancário europeu só se realizassem após as legislativas alemãs previstas para setembro ou outubro de 2013.

O objetivo de Merkel é que os "mecanismos da união bancária só se tornem efectivos após as eleições gerais, para impedir de se encontrar na situação impopular da Alemanha" recorrer a uma recapitalização direta dos seus bancos, afirmou Steinbruck.

Na cimeira europeia das últimas quinta e sexta-feira em Bruxelas, os dirigentes dos 27 comprometeram-se a instaurar em 2013 um mecanismo de supervisão dos bancos na zona euro, considerado um instrumento indispensável para a saída da crise.

Da cimeira saiu um compromisso entre as posições de Berlim e Paris, estabelecendo 2013 como data para a criação daquele mecanismo, de acordo com a intenção francesa, mas a sua aplicação será feita de forma gradual, como pretende a Alemanha.

Este mecanismo de supervisão dos bancos da zona euro é considerado um instrumento indispensável na estratégia para a saída da crise e um primeiro passo para uma união bancária europeia. A sua institucionalização é indispensável para que seja possível operar a recapitalização direta dos bancos em dificuldade.

Apesar das críticas de Steinbruck à posição de Merkel, este defende uma solução alternativa, com os bancos a constituírem com os seus próprios meios um fundo de apoio em caso de dificuldades.

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