Leste permanece na Ucrânia, garante Poroshenko

O Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, prometeu hoje uma vasta autonomia ao leste separatista da Ucrânia, zona onde está a ser respeitada a trégua acordada na sexta-feira, em Minsk, na Bielorrússia.

A situação no leste da Ucrânia "mudou radicalmente" desde a entrada em vigor do cessar-fogo na sexta-feira, congratulou-se o chefe do Estado ucraniano, citado pela AFP. "Antes do anúncio do cessar-fogo a Ucrânia todos os dias vidas de heróis", disse, numa reunião do Conselho de Ministros. Mas, acrescentou, "a Ucrânia não faz nenhuma concessão sobre a sua integridade territorial. Não pode haver uma discussão sobre a federalização ou qualquer separação. A lei sobre uma administração autónoma temporária para os distritos de Donetsk e Lugansk fornecem um estatuto que mantém essas regiões [do leste] na Ucrânia".

Os separatistas pró-russo reafirmaram, por seu lado, que não querem permanecer na Ucrânia. "Não prevemos continuar parte da Ucrânia", declarou, também citado pela AFP, Andrei Pourguine, vice-primeiro-ministro da autoproclamada República popular de Donestk (no leste da Ucrânia).

No mesmo dia, o ministro da Defesa russo, Serguei Choigou, considerou que Kiev tem "total responsabilidade" na queda do avião MH17 da Malaysia Airlines. O incidente registou-se no dia 17 de julho no leste da Ucrânia. Segundo o relatório de peritos internacionais ontem divulgado, o aparelho foi atingido por um vários objetos de alta energia. "A catástrofe ocorreu no espaço aéreo da Ucrânia, que tem a total responsabilidade pelo que aconteceu", disse o ministro russo, durante um encontro com o seu homólogo da Malásia, Hishammuddin Hussein.

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