Kiev exige que Moscovo não apoie "atividades terroristas"

A Rússia deve deixar de apoiar as "atividades terroristas" na Ucrânia, declarou o chefe da diplomacia de Kiev, Andrii Dechtchitsa, à chegada a Genebra, onde vai decorrer uma reunião com representantes de Moscovo, Estados Unidos e União Europeia.

"Queremos que a Rússia não apoie as atividades terroristas no leste da Ucrânia", declarou o ministro na quarta-feira à noite, acrescentando que a Ucrânia exige a Moscovo que retire as suas tropas da fronteira leste ucraniana.

Dechtchitsa instou ainda a Rússia a "confirmar que a Crimeia é parte integrante da Ucrânia e retire as suas tropas".

Um referendo, não reconhecido pela comunidade internacional, aprovou que a Crimeia se torne território russo.

Na reunião quadripartida participam, além de Dechtchitsa, a chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, para tentar obter uma solução para a escalada de tensão na Ucrânia.

A Rússia já garantiu que vai participar quinta-feira na reunião desde que não ocorra, nas próximas horas, algum acontecimento "dramático".

O Kremlin já propôs a Kiev que aprove uma nova Constituição para tornar a Ucrânia numa federação, torne o russo como língua oficial e reconheça a Crimeia como parte da Rússia.

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