Kiev diz que "lutará pela libertação da Crimeia"

A Ucrânia nunca reconhecerá a anexação russa da Crimeia e irá "lutar pela libertação" daquela península estratégica, alertou o parlamento de Kiev numa resolução hoje aprovada.

"Em nome do povo ucraniano, a Rada declara que a Crimeia foi, é e será parte da Ucrânia. O povo ucraniano nunca e em qualquer circunstância cessará a luta para libertar a Crimeia dos ocupantes, por muito dura e prolongada que esta seja", pode ler-se na resolução.

A declaração, proposta pelo Presidente interino da Ucrânia, Olekandr Turchinov, foi aprovada com 274 votos dos 303 deputados que se encontravam no plenário do Parlamento (Rada).

Os deputados ucranianos pediram ainda a "todos os membros da comunidade internacional que se abstenham de reconhecer a chamada 'república da Crimeia' e a anexação da Crimeia".

O documento denuncia que a república autónoma da Crimeia foi "invadida pela Rússia, numa violação flagrante das normas do direito internacional e dos princípios geralmente aceites de convivência dos Estados".

"Pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial, as fronteiras da Europa reconhecidas por todos são 'desenhadas' cinicamente pelo país que, segundo tratados multilaterais e bilaterais, garantia a integridade territorial da Ucrânia e a inviolabilidade das suas fronteiras", acrescenta a declaração.

Segundo a Rada, o único motivo claro da Federação Russa para "perpetrar este crime internacional é a proclamada doutrina que procura 'estender o mundo russo'".

Os deputados ucranianos também consideram que o presidente russo, Vladimir Putin, violou "não só a legislação de um país soberano como a Ucrânia, como também todas as normas fundamentais do direito internacional" quando assinou, a 18 de março o Tratado de anexação da Crimeia e Sebastopol à Rússia.

FPA // VM

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