Kiev disposta a aceitar missão humanitária internacional

O Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, declarou-se disposto a aceitar uma missão humanitária em Lugansk, bastião separatista no leste da Ucrânia, desde que esta seja internacional, não-armada e passe por postos fronteiriços controlados por Kiev.

Numa conversa telefónica com a chanceler alemã, Angela Merkel, Poroshenko informou-a das suas conversações nesse sentido com o presidente do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Peter Maurer, e com outros parceiros internacionais, indicou a Presidência ucraniana em comunicado.

"Estamos dispostos a aceitar a ajuda humanitária se essa missão for internacional, sem qualquer acompanhamento militar e se ela passar por postos fronteiriços controlados por guardas-fronteiriços ucranianos", sublinhou Poroshenko no documento.

Durante uma reunião de emergência na ONU na sexta-feira, a Rússia propôs realizar uma "missão humanitária" ou criar corredores humanitários para socorrer a população do leste da Ucrânia.

Esta iniciativa foi rejeitada poe Kiev e pelo Ocidente, que teme que ela só sirva de pretexto para uma invasão.

Em Lugansk, as autoridades locais consideraram a situação "crítica", numa altura em que o feudo separatista já não tem eletricidade, água corrente ou rede telefónica há uma semana.

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