Justiça anula proibição de espetáculo de Dieudonné

A justiça francesa anulou hoje a proibição de um espetáculo de Dieudonné, o humorista criticado por piadas antissemitas, provocando um duro golpe no Governo, em particular no ministro do Interior, que esteve na origem desta medida.

O Tribunal Administrativo de Nantes, interpelado pelo humorista, decidiu que o seu espetáculo previsto para esta noite naquela cidade não podia "ser visto como fundamental para minar a dignidade humana". O espetáculo chama-se Le Mur.

O juiz considerou também que o "risco de desordem pública" não podia implicar uma "medida tão radical como a interdição" do espetáculo.

Para justificar a proibição dos espetáculos de Dieudonné, que começa hoje uma digressão em França, o Ministério do Interior havia apresentado o "risco de perturbação da ordem pública" e o "o respeito da dignidade humana".

Dieudonné, 47 anos, é há muito uma figura polémica em França por afirmações sarcásticas antissemitas, mas a controvérsia aumentou recentemente com a invenção de um gesto considerado por muitos semelhante à saudação nazi que levou à convocação de protestos para locais onde prevê atuar.

Pouco depois de ser conhecida a decisão do tribunal de Nantes, o advogado do comediante, Jacques Verdier, declarou que esta foi uma "grande satisfação" para o seu cliente. "Esta é a derrota de (Manuel) Valls, é a derrota de (Jean-Marc) Ayrault", acrescentou o advogado, referindo-se ao ministro do Interior e ao primeiro-ministro.

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