Juncker demite-se da chefia do Governo do Luxemburgo

O primeiro-ministro do Luxemburgo Jean-Claude Juncker, no cargo há 18 anos e decano dos líderes europeus, anunciou hoje a sua demissão após a deserção dos seus aliados socialistas após um escândalo relacionado com os serviços de informações.

Após os socialistas terem apresentado uma moção que pedia a dissolução do Parlamento e eleições antecipadas em três meses, Juncker, anunciou que apresentará a sua demissão na quinta-feira, após uma reunião do conselho de ministros.

Provavelmente mais conhecido pelas suas funções de presidente do Eurogrupo, que ocupou desde 2005 até janeiro deste ano, Juncker responde agora sobre a sua gestão dos serviços de informações (SREL), e após o presidente da respetiva comissão de inquérito e deputado dos Verdes François Bausch (oposição) ter questionado a responsabilidade política do primeiro-ministro em diversas irregularidades deste organismo estatal.

"O serviço de informações não era a minha prioridade política", referiu Juncker, 58 anos, durante o debate. O chefe do Governo, durante largos anos também responsável pela pasta das Finanças, acusou a comissão parlamentar de também ter falhado no controlo das atividades do SREL. "Podia-a controlá-la sem intermediários. Mas não o fez", disse.

Apesar de admitir alguns "erros", assegurou que não detetou "irregularidades que impliquem comparecer perante a justiça" e quase se colocou no papel de vítima: "Não estou de acordo em atribuir responsabilidades porque, se fosse o caso, cada ministro deveria então ser responsável pelo menor erro cometido por um funcionário", disse durante o debate.

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