Irlandeses rejeitaram em referendo abolição do Senado

A Irlanda rejeitou hoje em referendo o plano do Governo para eliminar o Senado, a câmara alta do parlamento, de acordo com a informação avançada pela agência France Presse.

Os resultados finais do referendo mostraram que 51,7% dos eleitores votaram a favor da manutenção do Senado, enquanto 48,3% apoiaram a controversa proposta do primeiro-ministro, Enda Kenny, numa derrota embaraçosa para o governo de coligação entre conservadores e trabalhistas.

Pouco mais de três milhões de irlandeses puderam exercer o direito de voto na sexta-feira, nos 43 círculos eleitorais que constituem o mapa eleitoral, mas a contagem dos votos aconteceu apenas hoje.

Os partidários do "sim" no referendo defendiam que a abolição do Senado, de 60 membros e cujo custo anual ascende a 20 milhões de euros, é uma necessidade em tempos de crise e coincidiam com a opinião do governo de que se trata de um órgão irrelevante, elitista e antiquado para a política de um país com pouco mais de 4,6 milhões de pessoas.

Criado em 1937 na sua forma atual, o Senado tem poderes para efetuar recomendações sobre um projeto de lei e, ainda que não possa bloqueá-lo, pode atrasar o processo de legislação até três meses.

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