Irlanda adopta lei controversa sobre o aborto

O Parlamento irlandês adoptou uma lei controversa que autoriza o aborto nos casos em que a vida da mãe esteja em risco.

O texto proposto pelo Governo foi adoptado com 127 votos a favor e 31 contra, segundo a televisão irlandesa RTE, depois de dois dias de intenso debate, com mais de 165 emendas propostas. No primeiro dia, o debate prolongou-se até às 05.00 locais, tendo sido ontem retomado ao início da tarde.

Num país de forte tradição católica, o debate no interior do Parlamento foi acompanhado no exterior pelos protestos de cerca de 35 mil defensores da vida. O texto legaliza o aborto quanto a vida da mãe está em risco, incluindo quando há risco de suicídio, o que alguns deputados temem possa resultar na multiplicação do número destas intervenções.

O debate surge poucos meses depois da morte, em outubro, de uma jovem que viu os médicos recusarem proceder à intervenção, numa altura em que sofria um aborto espontâneo.

Em 1992, o Supremo Tribunal irlandês decidiu que as mulheres tinham direito a abortar se a sua vida estava em perigo, mas a decisão nunca foi transposta para a legislação.

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