Presidente anuncia amanhã nome do novo primeiro-ministro

O Presidente italiano, Giorgio Napolitano, deverá anunciar na quarta-feira o nome proposto para o novo primeiro-ministro do país, anunciou hoje o vice-líder do Partido Democrático (esquerda).

"Respeitaremos a escolha que o Presidente anunciará", garantiu Enrico Letta após uma ronda negocial com Napolitano, que hoje se reuniu com os vários partidos pela primeira vez desde a sua reeleição.

O líder de centro-direita, Silvio Berlusconi, afirmou que o seu Partido da Liberdade também apoiará o nome proposto por Napolitano, de 87 anos, frisando que quer "um governo duradouro".

Na sua cerimónia de tomada de posse, na segunda-feira passada, Napolitano revelou aos partidos a sua relutância em aceitar mais um mandato e criticou-os por serem "surdos" à necessidade urgente de reformas.

Napolitano ameaçou demitir-se caso os partidos continuem a "empatar" a formação de um novo governo, adiado desde as inconclusivas eleições legislativas de fevereiro, em que nenhuma formação política saiu com maioria clara: a esquerda ganhou a câmara baixa do parlamento mas o centro direita ficou com maioria no Senado.

Entre os nomes apontados como possíveis sucessores de Mario Monti estão o presidente da Câmara de Florença, Matteo Renzi, ou o ex-primeiro-ministro Giuliano Amato.

Embora os analistas afirmem que Napolitano prefere uma solução governativa com uma coligação alargada entre a esquerda do Partido Democrático e a direita do Partido Democrático, outros partidos mais pequenos aliados destas forças já se opuseram a esta ideia.

A surpresa das eleições de fevereiro, o Movimento Cinco Estrelas, conquistou muitos votos com um discurso anti-sistema e uma campanha de contestação à austeridade e à corrupção, mas recusou até agora alinhar com qualquer força para constituir uma maioria.

O líder do movimento, o cómico Beppe Grillo, afirmou hoje ao jornal alemão Bild que deseja uma "invasão da Alemanha" em Itália para conseguir ter políticos "honestos e competentes", lembrando que em Itália ainda há "30 deputados" que foram condenados "por crimes graves".

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