Posse em Itália ensombrada por tiroteio com três feridos

Enquanto o Governo de Enrico Letta tomava posse no Palácio do Quirinal, três pessoas ficaram feridas num tiroteio registado à frente do Palácio Chigi, sede do Governo de Itália, relatou esta manhã a agência Ansa, citada pela AFP:

Ainda segundo as mesmas fontes, os três feridos são dois carabinieri e a pessoa que esteve na origem dos disparos. Um dos feridos sofreu ferimentos no pescoço, estando em estado grave, enquanto outro foi atingido numa perna.

Testemunhas ouvidas pela AFP disseram que um homem, vestido de fato e gravata, disparou congtra os polícias a uma distância de cinco metros, tendo a Ansa indicado que se trata de um homem, italiano, com problemas psíquicos.No entanto, o irmão, ouvido pelos media italianos, desmentiu esta informação, confirmando apenas que ele estava desempregado. O 'La Stampa' refere ainda que o homem não tinha incidentes criminais.

O Palácio Chigi dista cerca de um quilómetro do Quririnal. A seguir ao tiroteio instalou-se um cordão de segurança nessa zona da cidade e, segundo os medias italianos, o Quirinal foi colocado em estado de alerta.

Aí foi hoje empossado o Governo de coligação do italiano Enrico Letta foi, ao fim de dois meses de um impasse pós eleitoral que foi observado atentamente pelos parceiros europeus.

Encarregado de formar Governo na quarta-feira pelo presidente Giorgio Napolitano e após aceitar a função oficialmente no sábado, o cristão democrata de esquerda Enrico Letta tomou posse no palácio presidencial do Quirinal, seguido dos seus 21 ministros.

Aos 46anos, Letta será um dos mais jovens primeiros-ministros da União Europeia. Letta deverá apresentar o seu programa numa sessão parlamentar amanhã e um dia depois o seu Governo sujeita-se a um voto de confiança no Parlamento.

O dirigente de esquerda quer também afastar-se da austeridade imposta pelo seu antecessor, Mario Monti, de forma a proteger Itália da crise da dívida da Zona Euro, promessa que será acompanhada de perto pelos investidores, preocupados com a dívida italiana, de dois biliões de euros.

Com 21 membros, sete dos quais mulheres, o Governo reúne figuras de vários partidos políticos, desde o Partido Democrata, de Letta, ao Povo da Liberdade, do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

Berlusconi não faz parte do elenco governamental, mas o seu delfim, Angelino Alfano, ex-ministro da Justiça, é agora vice-primeiro-ministro e ministro do Interior.

Fabrizio Saccomanni, diretor-geral do Banco de Itália desde 2006, é o titular da pasta da Economia e Finanças e Emma Bonino, antiga deputada do Partido Radical e ex-comissária Europeia, foi escolhida para ministra dos Negócios Estrangeiros.

Anna Maria Cancellieri, que era ministra do Interior no Governo cessante, liderado por Mario Monti, passa a ocupar a pasta da Justiça.

"Era o único Governo possível e a sua formação não podia esperar", afirmou o presidente Giorgio Napolitano, que no início da semana, ao tomar posse para um segundo mandato, fez um discurso duro apelando aos partidos para se entenderem e porem fim ao impasse político que se vivia desde legislativas de fevereiro, que não deram uma maioria clara a nenhuma força política.

Esta coligação entre partidos de esquerda e de direita permitirá ao novo Governo obter a confiança das duas câmaras do Parlamento, como prevê a Constituição, sublinhou.

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