"Poroshenko visitará Portugal após o fim do conflito"

Leonid Tretiak assinala o apoio português ao regime ucraniano. Num encontro com a imprensa o encarregado de negócios da embaixada portuguesa em Lisboa disse que é bastante provável uma visita do Presidente ucraniano a Portugal.

"A União Europeia também tem interesse numa Ucrânia que seja economicamente desenvolvida", disse, num comentário ao apoio ocidental ao regime de Kiev, que apesar da pressão russa assinou o acordo de associação com a UE - algo que o ex-presidente Viktor Ianukovitch recusara fazer em novembro do ano passado."Neste aspeto quero agradecer à parte portuguesa, que continua a apoiar e a defender nas organizações internacionais o Governo ucraniano e a sua atitude". Questionado sobre a hipótese de uma visita do atual Presidente ucraniano Petro Poroshenko o responsável disse: "Sem dúvida, [o Presidente Poroshenko visitará Portugal] após o fim do conflito".

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Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

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João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.