"Poroshenko visitará Portugal após o fim do conflito"

Leonid Tretiak assinala o apoio português ao regime ucraniano. Num encontro com a imprensa o encarregado de negócios da embaixada portuguesa em Lisboa disse que é bastante provável uma visita do Presidente ucraniano a Portugal.

"A União Europeia também tem interesse numa Ucrânia que seja economicamente desenvolvida", disse, num comentário ao apoio ocidental ao regime de Kiev, que apesar da pressão russa assinou o acordo de associação com a UE - algo que o ex-presidente Viktor Ianukovitch recusara fazer em novembro do ano passado."Neste aspeto quero agradecer à parte portuguesa, que continua a apoiar e a defender nas organizações internacionais o Governo ucraniano e a sua atitude". Questionado sobre a hipótese de uma visita do atual Presidente ucraniano Petro Poroshenko o responsável disse: "Sem dúvida, [o Presidente Poroshenko visitará Portugal] após o fim do conflito".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Viriato Soromenho Marques

Quem ameaça a União Europeia?

Em 2017, os gastos com a defesa nos países da União Europeia tiveram um aumento superior a 3% relativamente ao ano anterior. Mesmo em 2016, os gastos militares da UE totalizaram 200 mil milhões de euros (1,3% do PIB, ou o dobro do investimento em proteção ambiental). Em termos comparativos, e deixando de lado os EUA - que são de um outro planeta em matéria de defesa (o gasto dos EUA é superior à soma da despesa dos sete países que se lhe seguem) -, a despesa da UE em 2016 foi superior à da China (189 mil milhões de euros) e mais de três vezes a despesa da Rússia (60 mil milhões, valor, aliás, que em 2017 caiu 20%). O que significa então todo este alarido com a necessidade de aumentar o esforço na defesa europeia?