Lei anti-gay provoca confrontos à porta do Parlamento

Representantes das minorias sexuais e apoiantes de uma lei que proíbe a propaganda homossexual entre os menores de idade envolveram-se em confrontos em frente da Duma, Câmara Baixa do Parlamento da Rússia.

O detonador do acidente foi um apaixonado beijo dado por duas mulheres nas imediações do edifício, noticia a agência Ria-Novosti.

De imediato, os partidários da lei começaram a atirar ovos e tinta, tentando agredir um grupo de homossexuais. Estes tentaram responder mas foram impedidos pelos numerosos agentes presentes no local.

A polícia procedeu à detenção de vários manifestantes mais ativos, que foram levados para camionetas estacionadas perto da Duma, e os representantes de ambas as partes acabaram por dispersar.

A Duma debate hoje na generalidade um projeto de lei que propõe considerar como transgressão administrativa a propaganda da homossexualidade entre os menores e aplicar multas que podem ir dos 125 aos 12.500 euros.

Os deputados russos consideram que as marchas de orgulho gay, tal como numerosos programas de televisão, são propaganda homossexual a que as crianças têm acesso.

A Igreja Ortodoxa Russa já manifestou o seu apoio ao projeto-lei. Dois terços dos russos, segundo as sondagens, afirmam "ter repulsa" face aos gays.

As organizações homossexuais criticam a lei por considerarem que se trata de uma violação da liberdade de expressão e servirá de pretexto para continuar a proibir as marchas de orgulho gay.

O Tribunal Europeu de Direitos Humanos considerou que a proibição de marchas em Moscovo em 2006, 2007 e 2008 "contradiz a Convenção Europeia de Defesa dos Direitos Humanos e das Liberdades Fundamentais".

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