Imã de mesquita de Oslo foi atacado com machado

O imã da principal mesquita de Oslo, Noruega, está a recuperar no hospital depois de na noite de segunda-feira um desconhecido de rosto tapado o ter atacado com um machado no centro da capital, quando o religioso regressava a casa.

Nehma Ali Shah foi atacado depois de ter saído da mesquita Jamaat Ahle-Sunnat, revelou o diário Aftenposten.

O líder religioso sofreu ferimentos nas mãos e no rosto, mas estava estável depois de ter sido alvo de uma intervenção cirúrgica.

A polícia norueguesa já disse ir manter um encontro com os jornalistas ainda hoje, depois de ter revelado na conta da corporação no Twitter que um homem esfaqueado tinha sido levado para o hospital com ferimentos graves, ao mesmo tempo que as patrulhas procuravam o atacante.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?