Guardia Civil escolta tesouro recuperado pela Odyssey

Agentes da Guardia Civil e peritos em património vão viajar para os EUA para supervisionar a transferência do tesouro do navio 'Nuestra Señora de las Mercedes' para Espanha, a bordo de dois aviões Hércules.

A fragata, afundada em 1804 no oceano Atlântico frente à costa do Algarve, foi descoberta em 2007 pela empresa norte-americana Odyssey.

Foram recuperadas 17 toneladas de materiais, incluindo quase 595 mil moedas (a maior parte de prata) com a efígie do rei espanhol Carlos IV, cunhadas em Lima em 1796. As moedas estão avaliadas em 380 milhões de euros.

Na semana passada, um juiz norte-americano ordenou a entrega do tesouro a Espanha, após uma batalha legal que durou cinco anos.

O material será transferido com o auxílio de dois aviões Hércules do Ministério da Defesa espanhol.

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São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

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