Fundador da Wikipedia defende estudante acusado

O fundador da enciclopédia online Wikipedia, Jimmy Wales, lançou no domingo uma petição para impedir a extradição de um estudante britânico, Richard O'Dwyer, que está envolvido num processo judicial sobre violação de direitos de autor.

Richard O'Dwyer, de 23 anos, estudante universitário, é acusado de ter ganho milhares de libras com publicidade num site que criou, o TVShack, que já foi encerrado pelas autoridades norte-americanas.

O fundador da Wikipedia, que lançou a petição através do jornal britânico The Guardian, saiu em defesa do estudante, referindo que este foi apanhado num guerra entre utilizadores e fornecedores de conteúdos na Internet nos Estados Unidos.

A extradição de Richard O'Dwyer para os Estados Unidos já foi decidida para que o estudante seja julgado naquele país.

A indústria do entretenimento investiu numa série de processos judiciais contra páginas na Internet que usam conteúdos sem autorização e para Jimmy Wales, o estudante inglês é o rosto desta batalha.

A confirmar-se, esta será a primeira extradição de um cidadão britânico por violação de direitos de autor.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

O FMI, a Comissão Europeia e a direita portuguesa

Os relatórios das instituições internacionais sobre a economia e a política económica em Portugal são desde há vários anos uma presença permanente do debate público nacional. Uma ou duas vezes por ano, o FMI, a Comissão Europeia (CE), a OCDE e o Banco Central Europeu (BCE) - para referir apenas os mais relevantes - pronunciam-se sobre a situação económica do país, sobre as medidas de política que têm vindo a ser adotadas pelas autoridades nacionais, sobre os problemas que persistem e sobre os riscos que se colocam no futuro próximo. As análises que apresentam e as recomendações que emitem ocupam sempre um lugar destacado na comunicação social no momento em que são publicadas e chegam a marcar o debate político durante meses.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.