Felipe VI recebido com aplauso pelos deputados

(EM ATUALIZAÇÃO) A família recebe cumprimentos no Palácio do Cogresso e é recebida na assembleia com um aplauso dos deputados, a que somaram a rainha Sofia e a infanta Elena.

Depois do juramento, Felipe e Letizia cumprimentaram-se com dois beijinhos.

No discurso introdutório, houve um agradecimento à rainha Sofia que motivou um fortíssimo aplauso dos deputados.

Nem todos aplaudiram os novos reis. Deputados de esquerda mantiveram-se em silêncio.

As cortes gerais estão à pinha e entre os convidados encontra-se o basquebolista de origem catalã Pau Gasol.

A família real, acompanhada por Mariano Rajoy, encaminha-se para o Palácio do Congresso e acena à multidão. Felipe VI faz aqui o seu primeiro, e mais aguardado, discurso.

Apenas a rainha Sofia e a infanta Elena está no Congresso. Juan Carlos disse querer deixar todo o protagonismo para o filho.

O passeio de Felipe e Letizia pelas ruas de Madrid, já como reis de Espanha, é o momento mais esperado por quem está nas ruas.

Dentro do carro, quando se ajeitavam para começar o percurso que os levará ao Congresso, Letizia, muito sorridente, passou a mão pela cara de Felipe VI.

Num outro momento espontâneo da cerimónia, enquanto Felipe esperava pela família para dar início ao desfile com honras militares, foi possível perceber a correria de Leonor, agora primeira na linha de sucessão ao trono, dentro de casa.

Os reis fizeram o seu primeiro passeio pelas ruas de Madrid num Rolls Royce blindado, do Património Nacional, escoltados por motas Harley Davidson, que, segundo o jornal El Mundo, só saem à rua em ocasiões muito especiais.

As crianças fizeram o caminho dentro de outra viatura, por razões de segurança. Leonor, princesa das Astúrias, não fará viagens com o pai, pois caso algo aconteça haveria um vazio na sucessão.

À passagem dos carros oficiais, podem ver-se em varandas e terraços alguns dos 120 snipers que foram destacados para esta operação.

A Casa Real quis fazer uma cerimónia discreta, atendendo ao momento difícil que Espanha atravessa, com uma elevada taxa de desemprego. Juan Carlos seguirá o discurso no Palácio da Zarzuela, pela televisão.

Foram proibidas as manifestações na capital.

A Plaza del Sol, muitas vezes escolhida para protestos, foi ocupada por carros da Polícia.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Legalização do lobbying

No dia 7 de junho foi aprovada, na Assembleia da República, a legalização do lobbying. Esta regulamentação possibilitará a participação dos cidadãos e das empresas nos processos de formação das decisões públicas, algo fundamental num Estado de direito democrático. Além dos efeitos práticos que terá o controlo desta atividade, a aprovação desta lei traz uma mensagem muito importante para a sociedade: a de que também a classe política está empenhada em aumentar a transparência e em restaurar a confiança dos cidadãos no poder político.

Premium

Viriato Soromenho Marques

Erros de um sonhador

Não é um espetáculo bonito ver Vítor Constâncio contagiado pela amnésia que tem vitimado quase todos os responsáveis da banca portuguesa, chamados a prestar declarações no Parlamento. Contudo, parece-me injusto remeter aquele que foi governador do Banco de Portugal (BdP) nos anos críticos de 2000-2010 para o estatuto de cúmplice de Berardo e instrumento da maior teia de corrupção da história portuguesa, que a justiça tenta, arduamente, deslindar.

Premium

João Taborda da Gama

Por que não votam os açorianos?

Nesta semana, os portugueses, a ciência política em geral, e até o mundo no global, foram presenteados com duas ideias revolucionárias. A primeira, da lavra de Rui Rio, foi a de que o número de deputados do Parlamento fosse móvel tendo em conta os votos brancos e nulos. Mais brancos e nulos, menos deputados, uma versão estica-encolhe do método de Hondt. É a mesma ideia dos lugares vazios para brancos e nulos, que alguns populistas defendem para a abstenção. Mas são lugares vazios na mesma, medida em que, vingando a ideia, havia menos pessoas na sala, a não ser que se fizesse no hemiciclo o que se está a fazer com as cadeiras dos comboios da ponte, ou então que nestes anos com mais brancos e nulos, portanto menos deputados, se passasse a reunir na sala do Senado, que é mais pequenina, mais maneirinha. A ideia é absurda. Mas a esquerda não quis ficar para trás neste concurso de ideias eleitorais e, pela voz do presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, chega-nos a ideia de incentivar votos com dinheiro.