Felipe VI proclamado Rei em sessão história das Cortes

O príncipe Felipe de Borbón vai ser hoje proclamado Felipe VI, rei de Espanha durante uma sessão histórica das Cortes Gerais espanholas.

Em Espanha um novo rei não é nem coroado nem entronizado, tendo que, em vez disso, prestar juramento e ser proclamado, com a Constituição a determinar que a Coroa é hereditária nos sucessores de Juan Carlos I de Borbón.

Felipe VI prestará um juramento em que se comprometerá a "desempenhar fielmente as suas funções, guardar e fazer guardar a Constituição e as lei e respeitar os direitos dos cidadãos e das Comunidades Autónomas".

O juramento vai ser feito no edifício do Congresso de Deputados onde haverá uma sessão conjunta das duas câmaras das Cortes, Congresso e Senado.

A jornada histórica começa às 09:30 (08:30 em Lisboa) no Palácio da Zarzuela, quando o rei Juan Carlos - que mantém o título apesar da abdicação - impuser ao filho a faixa de capitão-geral dos exércitos, cargo que Felipe VI assume com a chefia do Estado.

Depois, Felipe VI seguirá para o Congresso de Deputados onde receberá honras militares, entrando depois pela Porta dos Leões do Congresso, que só se abre para acontecimentos especiais.

Caberá ao presidente do Congresso, Jesús Posada, abrir a Sessão Solene de Juramento e Proclamação onde Felipe VI prestará juramento antes do seu primeiro discurso, que a Casa Real diz que irá ter um grande conteúdo político.

Acompanhado da rainha Letizia, Felipe VI fará depois um desfile por algumas das principais ruas do centro de Madrid até ao Palácio Real.

A previsão é de que os reis cheguem, sob escolta da Guarda Real a cavalo, ao Palácio Real cerca de 45 minutos depois, aparecendo depois na varanda conjuntamente com as suas filhas, Leonor princesa das Astúrias e a infanta Sofia, e com Juan Carlos e Sofia.

A partir das 13:00 deverá começar uma receção oficial com cerca de 2.000 convidados.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.