Depois das mães, polícias de Gerona nus por solidariedade

Foi para ajudar Raúl Cardona que os mossos d'esquadra de Gerona decidiram tirar a roupa para um calendário solidário. Proibidos de usar símbolos oficiais da polícia, as pistolas são de brincar e os bonés falsos, mas as vendas do calendário estão a correr bem.

"Há dez anos a minha mãe teve um cancro. A Associação Espanhola contra o Cancro ajudou-a muito. A ela e a toda a nossa família, nesses momentos difíceis. Fazem uma trabalho que não podemos agradecer o suficiente, por isso decidi fazer algo espacial para os ajudar", explicou Raúl Cardona ao ABC.

O seu primeiro passo foi encontrar outros mossos d'esquadra que alinhassem no seu projeto de calendário solidário, com fotos de nus. "No fim éramos 16, dez omens e seis mulheres. E em maior começámos a preparar o calendário", afirma Cardona.

Jogos de futebol, aulas, exercícios de treino ou simplesmente uma parada em que os agentes lançam os bonés ao ar, são todas situações retratadas no calendário dos mossos d'esquadra de Gerona.

A ideia dos calendários sexys e solidários parece estar a ganhar adeptos em Espanha. Na semana passada surgiu a notícia de que as mães do colégio Evaristo Calatayud de Montserrat, perto de Valência, conseguiram o dinheiro que queriam angariar para comprar um autocarro de transporte escolar com calendário em que surgiam semi-nuas e em poses sexys.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

A "taxa Robles" e a desqualificação do debate político

A proposta de criação de uma taxa sobre especulação imobiliária, anunciada pelo Bloco de Esquerda (BE) a 9 de setembro, animou os jornais, televisões e redes sociais durante vários dias. Agora que as atenções já se viraram para outras polémicas, vale a pena revistar o debate público sobre a "taxa Robles" e constatar o que ela nos diz sobre a desqualificação da disputa partidária em Portugal nos dias que correm.

Premium

Rosália Amorim

Crédito: teremos aprendido a lição?

Crédito para a habitação, crédito para o carro, crédito para as obras, crédito para as férias, crédito para tudo... Foi assim a vida de muitos portugueses antes da crise, a contrair crédito sobre crédito. Particulares e também os bancos (que facilitaram demais) ficaram com culpas no cartório. A pergunta que vale a pena fazer hoje é se, depois da crise e da intervenção da troika, a realidade terá mudado assim tanto? Parece que não. Hoje não é só o Estado que está sobre-endividado, mas são também os privados, quer as empresas quer os particulares.