Depardieu apoia Putin e defende prisão das Pussy Riot

O ator francês Gérard Depardieu, que recebeu recentemente a nacionalidade russa, criticou este domingo os opositores de Putin e defendeu a posição do Kremlin em relação à condenação das Pussy Riot.

"A oposição russa não tem um programa, nada, há pessoas inteligentes como (o ex-campeão mundial de xadrez, Gari) Kasparov, mas é bom no xadrez e nada mais", declarou o ator em declarações traduzidas para o russo e citadas pela agência Interfax, segundo este programa divulgado no Extremo Oriente.

"Mas a política é mais difícil", acrescentou.

O ator considerou que os franceses gostam de criticar e citou o exemplo do grupo russo Pussy Riot, de que dois elementos foram condenadas a dois anos e meio de prisão por terem cantado contra o presidente Vladimir Putin numa catedral de Moscovo.

"Imagine se essas jovens tivessem ido, por exemplo, a uma mesquita. Não teriam saído de lá vivas. Até no mundo católico isso teria sido terrível. Mas quando digo isso em França, consideram-me um idiota", disse.

O ator elogiou também a cultura russa, citando o bailarino Rudolf Nureyev e o diretor de orquestra Valeri Georgiev. "Tem que se ser muito forte" para se "ser russo", declarou, considerando que graças ao presidente Putin, os desenhos animados russos voltaram à televisão e a coleção de Rostropovich está de volta ao país". "Conheço muitos russos em França e não apenas em França que regressaram à Rússia porque lhes faltava o calor humano", rematou.

Gerard Depardieu, de 64 anos, recebeu no início de janeiro a nacionalidade russa por decisão de Vladimir Putin, depois de ter anunciado a sua intenção de deixar a França e devolver seu passaporte francês para não pagar os impostos que considera muito elevados.

Ler mais

Exclusivos