Cimeira extraordinária sobre a Ucrânia para 5.ª

Os chefes do Estado e do Governo da União Europeia vão reunir-se esta quinta-feira de manhã, às 11.30, em Bruxelas, para discutir a situação na Ucrânia.

No mesmo dia, na reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeu, também em Bruxelas, o secretário de Estado dos Assuntos Europeus alertou a Rússia para as consequências do "tipo de ações" dos últimos dois dias, assegurando que o envio de militares para a Crimeia irá ter "custos" e Moscovo "pagará caro" se não recuar.

"Se o Governo russo quiser continuar com este tipo de acções, então a Rússia irá pagar caro. E, isto não pode ser como de costume, à luz do que temos visto nos últimos dias", avisou David Lidington, o qual representa o Reino Unido na reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros, que decorre a esta hora em Bruxelas. O ministro dos Negócios Estrangeiros, William Hague, deslocou-se, por sua vez, a Kiev.

A Alta Representante para a Política Externa da União Europeia, Catherine Ashton, convocou esta reunião extraordinária, tendo em conta "a profunda preocupação" com os acontecimentos mais recentes na Ucrânia, depois de Moscovo ter formalmente decidido o envio de militares para a Crimeia.

Por sua vez, o ministro sueco dos Negócios Estrangeiros, Carl Bildt criticou a "metalidade belicista" que persiste em "alguns" dirigentes russos, advertindo que tal mentalidade não ajudará a "fazer amigos" nem na Europa, nem no Mundo.

"Alguns, na Rússia, continuam influenciados pelas sua mentalidade belicista. Mas, eu creio que ao fim de algum tempo, eles vão ver as limitações: uma mentalidade belicista não é a melhor forma de fazer amigos na Europa, nem no mundo. E, creio que em algum momento eles vão começar a ver isso", advertiu Bildt, o qual confessou a falta de optimismo em relação a uma solução no curto prazo.

"Não estou muito optimista, se falarmos das próximas horas. Não creio que aconteça hoje ou amanhã ou até mesmo depois de amanhã. Mas, em algum momento acontecerá", afirmou o ministro sueco, comentando a possibilidade de uma retirada das tropas russas da região autónoma da Ucrânia.

Entretanto, o britânico David Lidington lembrou a existência de acordos internacionais que "comprometem" a Rússia a respeitar fronteiras, território e soberania da Ucrânia.

"Todos nós, incluindo a Rússia, assinámos tratados e memorandos de entendimento que nos comprometem a respeitar a soberania, as fronteiras e a integridade do território da Ucrânia. E, a intervenção da Rússia é uma violação flagrante destes compromissos internacionais", afirmou Lidington.

"Houve tempos, na história da Europa, no passado, em que os regimes russos aplicaram esta metodologia e esta doutrina particulares", lamentou o ministro sueco dos Negócios Estrangeiros, Carl Bildt, considerandos que "é por isso que é um princípio fundamental, dos detentores da paz, na Europa, desde a guerra fria, refutarem aquela doutrina particular".

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