Bruxelas quer acabar com 'roaming' no próximo ano

A Comissão Europeia quer acabar com os custos de usar o telemóvel noutro Estado-membro em 2014, estando a preparar legislação sobre 'roaming', anunciou hoje a comissária europeia para a Tecnologia, Neelie Kroes.

Segundo a comissária, que discursava no Parlamento Europeu, será apresentada, o mais tarda até ao início de setembro, uma proposta para acabar com os custos de itinerância do uso de telemóveis, bem como assegurar o livre acesso à Internet para todos os cidadãos europeus.

"Quero que possam dizer aos vossos eleitores que contribuíram para acabar com os custos de itinerância", saleintou, aludindo às próximas eleições europeias, que decorrerão em maio de 2014.

Este verão, em julho, as tarifas de 'roaming' voltam a baixar, passando as chamadas efetuadas a custar 24 cêntimos (atualmente são 29) e as recebidas sete (8, nas tarifas em vigor), valores a que acresce o IVA.

O serviço de dados baixará de 70 para 45 cêntimos no dia 01 de julho.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?