Bruxelas impõe cigarros com baixa propensão de ignição

Os cigarros vendidos na União Europeia terão a partir de quinta-feira que incluir normas de segurança que poderão baixar em quase metade o número de vítimas mortais de incêndios, foi hoje divulgado em Bruxelas.

Segundo uma nota de imprensa da Comissão, "os cigarros acesos abandonados são uma das principais causas de incêndios mortais na Europa", razão pela qual Bruxelas quer ver comercializados apenas cigarros "de propensão reduzida para a ignição (PRI)".

Os PRI são cigarros que se apagam quando não fumados activamente, o que reduz as probabilidades de provocação de incêndio.

A alteração passa, nomeadamente, pela alteração do papel dos cigarros, que passa a incluir "dois anéis de maior espessura em dois pontos do comprimento do cigarro".

Quando o cigarro é abandonado aceso, o tabaco em combustão deverá extinguir-se ao atingir um destes anéis mais espessos que restringem o fornecimento de ar/oxigénio.

Os cigarros PIR têm um tempo de combustão mais reduzido e, assim, uma possibilidade reduzida de inflamar mobiliário, roupa de cama ou outro material.

Esta medida de segurança já vigora em países como os Estados Unidos, Canadá, Austrália e Finlândia.

Os dados dos Estados-Membros para 2003 a 2008 mostram que, na UE, os incêndios relacionados com cigarros causam, por ano, mais de 30 000 incêndios que provocam mais de 1000 mortos e mais de 4000 feridos.

Segundo Bruxelas, a experiência da Finlândia, onde o número de vítimas de incêndios causados pelos cigarros diminuiu em 43 por cento, sugere que quase 500 vidas podem ser salvas na UE todos os anos.

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