Bispos alemães escondem parte do património

Os bispos da Igreja Católica alemã poderão estar a esconder milhões de euros de património em orçamentos especiais, de acordo com uma investigação publicada hoje pelo jornal Der Spiegel.

Nos últimos dias, tem sido amplamente noticiado na Alemanha o caso do bispo de Limburgo, Franz-Peter Tebartz-van Elst, criticado pelo estilo de vida luxuoso, e por alegadamente ter mentido sob juramento, estando neste momento, de acordo com a imprensa local, a ser discutida a sua permanência em funções. "Há muito tempo que não há uma ofensiva como esta à transparência na Igreja Católica", diz o Der Spiegel, citado pela France Presse.

Na diocese de Limburgo, foram transferidos nos últimos 65 anos 300 milhões de euros de receitas fiscais religiosas para pequenas estruturas poucos transparentes, de acordo com o jornal. "Nas particularmente ricas arquidioceses de Colónia, Munique e Freising, os próprios diretores financeiros ignoram a magnitude do património," os pontos do jornal.

Na Alemanha, os contribuintes declaram se são católicos, protestantes ou sem religião e o Estado procede à consignação de entre 8 e 10% dos rendimentos dos crentes declarados para as respetivas instituições. Em 2012, os 23 milhões de alemães que declararam ser católicos geraram receitas à Igreja em torno de 5,2 mil milhões de euros com o imposto religioso.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Bernardo Pires de Lima

Em contagem decrescente

O brexit parece bloqueado após a reunião de Salzburgo. Líderes do processo endureceram posições e revelarem um tom mais próximo da rutura do que de um espírito negocial construtivo. A uma semana da convenção anual do partido conservador, será ​​​​​​​que esta dramatização serve os objetivos de Theresa May? E que fará a primeira-ministra até ao decisivo Conselho Europeu de novembro, caso ultrapasse esta guerrilha dentro do seu partido?

Premium

Catarina Carvalho

O populismo na campanha Marques Vidal

Há uma esperança: não teve efeito na opinião pública a polémica da escolha do novo procurador-geral da República. É, pelo menos, isso que dizem os estudos de opinião - o número dos que achavam que Joana Marques Vidal devia continuar PGR permaneceu inalterável entre o início do ano e estas últimas semanas. Isto retirando o facto, já de si notável, de que haja sondagens sobre este assunto.