60 líderes no início da cimeira UE-África

A IV Cimeira UE-África começou hoje, em Bruxelas, com a presença de mais de 60 chefes de Estado e Governo que vão discutir novas oportunidades de cooperação nas áreas económica, das migrações, sobretudo imigração ilegal, e emprego jovem.

A cimeira, que decorre entre hoje e quinta-feira, tem como tema "investir nas pessoas, na prosperidade e na paz" e visa desenvolver a estratégia comum adotada há sete anos, na cimeira realizada em Lisboa.

Entre os participantes contam-se o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, os presidentes de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, e de Moçambique, Armando Guebuza (acompanhado do chefe de diplomacia, Oldemiro Balói), o primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Gabriel Costa (acompanhado da ministra dos Negócios Estrangeiros, Natália Umbelina), e o vice-Presidente angolano, Manuel Vicente.

Dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), apenas a Guiné-Bissau não estará presente, pois não foi convidada, dado a União Europeia (EU) não reconhecer o atual Governo em exercício, saído do golpe de Estado de abril de 2012.

A sede do Conselho Europeu, palco habitual das cimeiras europeias, irá desta feita conhecer um evento sem precedentes, tendo mesmo sido realizadas algumas obras de ampliação para que o edifício Justus Lipsus acolha as cerca de 90 delegações.

Participam ainda os presidentes das instituições da UE e da União Africana e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.

O encontro termina na quinta-feira às 13:00, com uma conferência dos líderes do Conselho Europeu e das comissões europeia e africana.

Esta é a quarta cimeira entre os blocos europeu e africano, depois das realizadas em 2000, no Cairo, em 2007, em Lisboa (sob presidência portuguesa da UE), e em 2010, em Tripoli.

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