15M pede prisão preventiva para Rodrigo Rato

Ex-presidente do banco e antigo diretor-geral do FMI é acusado de fraude, manipulação de contas e administração lesiva.

O movimento 15M pediu na Audiência Nacional espanhola que seja decretada prisão preventiva, o congelamento das contas e a apreensão de bens de Rodrigo Rato, pela sua atuação enquanto presidente do conselho de administração do Bankia, que teve de receber apoio do Governo de Madrid no valor de 23,5 mil milhões de euros.

A queixa do 15M visa não só Rodrigo Rato, que assumiu funções em setembro de 2011, como os restantes membros do conselho de administração do Bankia, que resultou da fusão de uma série de outras entidades bancárias de pequena e média dimensão em finais de 2010.

Para um elemento do 15M, citado pelos jornais espanhóis, "acabou-se a impunidade" para Rato, que dirigiu o FMI entre 2004 e 2007, tendo sido ministro da Economia entre 1996 e 2004.

Na queixa apresentada pelo 15M, Rato é acusado de manipulação das contas do banco, fraude, falsificação de documentos, administração lesiva e insolvência fraudulenta.

O 15M conseguiu reunir em menos de 24 horas a verba de 15 mil euros necessários para a apresentação da queixa. Atualmente, a verba recolhida ultrapassa os 20 mil euros.

Após a apresentação da queixa, alguns membros daquela plataforma, os seus advogados e algumas testemunhas, entre as quais funcionários do Bankia, falaram à imprensa, garantindo que os "banqueiros é que nos têm de pagar" e à sociedade espanhola.

Soube-se entretanto que Rato renunciou à sua indemnização de 1,2 milhões de euros pela sua saída do Bankia, mas que implicava a obrigação de não trabalhar em qualquer outro banco nos próximos dois anos.